Porque, apesar de tudo, era estranho aquele desejo repentino e quase que sem trégua de fundir-se com outra pessoa. Não por alguma anormalidade. Afinal, não conseguiria encontrar algo mais normal que isso. Senão pelo desconforto que isso haveria de gerar mas, por alguma razão, não gerava. Nada era incômodo, nada soava estranho, feio, sujo ou errado.
Havia ali, naquelas duas pessoas, naquele lugar, quem sabe no ar, algo que transmitia uma das melhores sensações já descobertas durante a passagem pela vida: o estar à vontade.
Sem palco, sem falas ensaiadas, sem estudos prévios.
Quanto juntos, viviam de improviso. Embora, ao meu ver, fosse sempre assim, antes mesmo do encontro acontecer.
Aghata Paredes.